quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Epifania. (It's better that you know)

"Uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa" do problema. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminado acontece, que parece ser divino em natureza. Que foi considerado único e inspirador."

E eu já falei sobre isso hoje, sucintamente. Mas me deu uma súbita vontade de registrar aqui, também.

Kahil Gibran escreveu: "Sua razão e sua paixão são o leme e a vela de sua alma navegante. Se um dos dois quebrar, você pode adernar e ficar a deriva ou ficar imóvel no meio do mar. Porque a razão andando sozinha restringe todo o impulso e a paixão deixada a si é fogo que arde até a sua própria destruição."

Manuel Bocage escreveu em "Insuficiência dos Ditames da Razão contra o Poder de Amor":

"(...)
Razão feroz, o coração me indagas,
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas:

Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objetos de horror co’a idéia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo:

Razão, de que me serve o teu socorro?
(...)"

Pode ser difícil não agir somente com o coração quando se é (e sempre foi) emocional. Mas é preciso pensar em todas as vezes que seu coração o levou para uma estrada de dor, sem saída. Não significa que irá deixar de sentir intensamente, pelo contrário. Aprenderás a sentir no mundo real. Com a cabeça no céu, e os pés no chão. Em relação a tudo.

Isso é pra você entender, o que eu também não entendo...

"Se fosse fácil, não significaria nada. E é melhor que você saiba." (J.M.)

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